Nosso patrimônio histórico e cultural sofre em virtude de um problema chamado capitalismo. Para dar lugar ao progresso, construímos novas casas, novos edifícios, estacionamentos, lojas, centros comerciais e esquecemos de construções históricas e de valor cultural irrecuperável, que acabam como poeira a cada nova demolição. Tudo devidamente autorizado ou, ao menos, liberado pelos poderes constituídos.
As casas em estilo enxaimel, cada vez mais raras na cidade, correm o risco de desaparecer do mapa de Gaspar. Isso porque os atuais proprietários, que normalmente recebem os imóveis em herança, não possuem recursos para uma reforma adequada nem para a manutenção dessas construções. Os novos proprietários, por sua vez, estão mais interessados no terreno do que em sua parcela de contribuição para a preservação do patrimônio cultural local.
Com leis menos brandas e com mais incentivo do Governo, talvez possamos salvar os poucos exemplares que ainda restam da rica colonização alemã, lembrança de uma geração que trabalhou na construção da cidade.
